A
irreversibilidade torna-se real sobretudo pela qualidade subjacente porque lhe
está implícita e que acontece pelo simples motivo de não puder reverter.
Porquanto,
é considerado como “tempo já passado”, algo consumado, que a irreversibilidade converteu.
Embora
não se manifeste claramente, subentende-se que o que passou pertence ao “tempo
passado”, impossível de reverter uma certa situação A para B.
O tempo
tem um percurso vertiginoso, desenvolve-se na circularidade em seu trajecto, é
gradual, constante e interminável no seu percurso (…).
Porque
nunca "para", fazendo com que a irreversibilidade consuma todo o “espaço temporal”.
Sendo
que os momentos terminam por consequência da passagem do tempo que leva consigo
já o seu elemento radical, que é a irreversibilidade.
Para
exemplo: Admitindo que o dia de hoje dezoito de Agosto de dois mil e dezassete,
a hora, minutos e segundos X, é um momento irrepetível.
Que a
irreversibilidade já sancionou este momento por “não puder voltar atrás no
tempo”.
Acontece
que para efeitos cronológicos devem
existir registos, que são obrigatórios para dar determinada informação que
fique a constar para memória futura.
Como
por exemplo: a celebração de escritura
pública, a favor de A ou B, determinada propriedade, imóvel etc.
É relevante
esta descrição cronológica, a que se refere a um facto concreto, em que os
pressupostos inevitavelmente devem constar, nomeadamente os intervenientes e o
facto em si bem como o local e a hora “TMG”.
Assim,
é um procedimento universal que se pratica na globalidade do espaço em que
estamos inseridos, o “sem número” de ocorrências do grande universo de situações.
Que
devem ser referidas na especificidade e registadas em lugar próprio.
Nesta
conformidade, sabemos que a “irreversibilidade” tem a função de tornar radical
e converter o momento, para algo que (…), já não é possível “voltar atrás”.
O "tempo destrói tudo", o bom e o
mau, é nesta base que a irreversibilidade ocupa o seu lugar primordial.
Para sancionar determinado momento reprovável,
no entanto, não deixa de constar nos anais da história algo que se passou
(...).
É difícil a compreensão "sobre o
tempo" relativamente sobre esse tempo que nos "escraviza".
Se estamos a esperar por alguém, ou se pelo
desencontro ainda é pior, ou não, mas é o tempo também quem propicia, a
harmonia, o amor, a felicidade.
Sobretudo porque é o tempo, que parece mais
que uma "abstracção", contudo é concreto, nas “coisas concretas"
por se revela, porquanto está sempre presente.
São estas divagações sobre o tempo para
referir que é uma "grandeza" incomensurável, a sua cumplicidade é um
facto indesmentível em que a humanidade desde sempre se mantém ligado.
Na expectativa de puder deixar mais algumas
considerações sobre
o nosso tema a "irreversibilidade do
tempo". António Cardoso.
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