quinta-feira, 17 de agosto de 2017

"A irreversibilidade do tempo" (...) 388




O tempo tem a maior importância na vida das pessoas, porque limita um certo tempo de existência de “alguém”.


Uma permanência de “vida terrena ou vida material” que “alguém”  viverá no actual espaço global.

Condicionada a determinada longevidade expressa pela duração de vida que varia de pessoa para pessoa.

Um período de "espaço temporal" que equivale a uma "permanência de tempo de vida" que determinada pessoa vive no actual espaço global.

Vive-se uma "vida material", que teve naturalmente um início, que é o dia da concepção de "alguém", e certamente terá o seu final, que ocorrerá aquando da falência orgânica.

Sobretudo, porque a humanidade é formada organicamente pela componente corpo-matéria, perecível, por um lado.

Por outro lado, pela componente alma, espírito, uma dimensão “sobrenatural”, segundo a qual não está experienciada no actual mundo material em que vivemos.

Sabemos, que vivemos num corpo-matéria que terminará o seu ciclo de vida, porque deixará de viver em face da falência orgânica que a espécie humana está submetida.

Nesta conformidade, é certo que a humanidade está sujeita também às leis das condições naturais, porquanto à sua composição é orgânica e material em que ocorre o fenómeno da sua degradação.

Assim, vivemos "ignorando" este pressuposto, porque é um dado adquirido esta imposição categórica de viver num corpo-matéria e extinguir-se como tal (...).

No entanto, esta verdade irreversível que a humanidade, naturalmente, não pode contrariar este trágico final da vida humana a que está submissa.

Na expectativa de que o nosso discurso possa deixar mais algumas considerações sobre o tema a "irreversibilidade do tempo". António Cardoso

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