Há momentos na vida e no tempo
em que vivemos que se traduz pela tranquilidade, um bem-estar com a vida.
Pela relação que tem como finalidade
reunir as realidades da vida (…), com a qual se expressa pela sua satisfação e
harmonia.
Assim, é natural que o estado normal das pessoas é susceptível para desenvolver certas tendências, por exemplo:
Colocar na ordem do dia diversas tarefas e executá-las, porque se
tem tempo para tal, livre de preocupações.
Um ambiente propício para dar continuidade a certos afazeres que
em outras ocasiões não seria possível.
Sobretudo por estar bem com vida, os momentos são favoráveis, o
tempo parece, neste caso concreto que se multiplica, não há “stress”.
De facto estes momentos acontecem na vida das pessoas, sendo por
isso indispensável, que se tenha essa apetência e vontade em realizar certos
afazeres.
É evidente que não são todos os momentos iguais, é preciso existir
a predisposição para que às situações que idealizamos aconteçam.
O estado normal, é caracterizado pelo estado anímico e
psicológico, são a garantia, porque deles depende a boa disposição natural que inclina
para esses motivos.
Assim, a relação destas realidades são visíveis e têm na sua
base um elemento fundamental, que parte da própria pessoa se está predisposta,
ou preocupada.
Desvencilhar-se de inquietações, porque efectivamente, há
momentos sublimes (...), sobretudo o desprender-se de coisas supérfluas.
Para dar lugar a algo concreto que somos nós próprios, procurando
o momento que serve para reflexão, como que um balanço se tratasse.
O avaliar como se posiciona na vida (...), que não é só trabalho,
porque a constituição das pessoas é orgânica e material, daí que está
subjacente uma certa condicionante.
Porque, não "vivemos sempre", e o desperdiçar de
energias sem que se compense para a sua necessária revitalização.
Por forma a readquirir o estado desejável e normal para uma vida
saudável.
Nesta conformidade, os momentos de tranquilidade, não são
"artificiais".
Existem de facto num todo, no corpo e na alma, que expressa no estado
normal, uma sintonia perfeita alma, ou espirito, e corpo-matéria.
Destas componentes dependem toda a nossa existência orgânica e
material, sendo que a experiência que temos é a da componente orgânica e
material.
Porque dela exercitarmos no dia-a-dia com todas as contingências
daí resultantes.
Porquanto a espécie humana é assim constituída organicamente
revestido por um corpo-matéria, por um lado.
Por outro lado, alma ou espírito, sendo que esta componente é
"sobrenatural".
Que encerra determinados "meandros" que ao actual
mundo material é impossível obter o seu conhecimento.
Na expectativa de que o nosso discurso possa deixar mais algumas
considerações sobre o tema a "irreversibilidade do tempo". António
Cardoso
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