segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

"A irreversibilidade do tempo" (...) 11


"A irreversibilidade do tempo" (...) 11



O tempo considerado uma grandeza absoluta universal, já os gregos definiam o tempo segundo o qual, o "tempo dos homens", designado por "chronos", sendo um tempo cronológico e sequencial, portanto um conceito quantitativo.

Convém aqui realçar o facto de existirem dois tempos, em que os gregos afirmam ser o tempo dos homens, designado por "chronos" e o tempo de Deus, que é divino, designado por "kairos"
.
Como vimos há dois tempos, respectivamente, "cronos" e "kairos", é sempre o "tempo" "kairos" que nos referimos  todo o nosso discurso tem sido nesta tónica porque dissemos que este "tempo", "kairos", não é mensurável, a nossa perspectiva é continuar a afirmar ser este "tempo" pelo qual acreditamos e que ocorrerá a "metamorfose",

 Como já salientamos nos discursos anteriores por ser este "tempo" divino e pertencente a Deus. Porque esta vida (...), a vigência do "tempo" de vida "terrena", é limitada até que se verifique a passagem que como já referimos, traduzidas por "metamorfose".

É sobre este último, "kairos" que sempre nos norteamos e dissemos que este "tempo" não é mensurável, porque ser um tempo de Deus, certamente que é o nosso raciocínio e assim o desenvolvemos que esta vida (...), esta irreversibilidade está conectada com o nosso pensamento de que a "metamorfose", situação "sine qua non", ocorrerá, temos referido que é uma passagem esta permanência nesse "tempo" efémero enquanto vivermos.

O "tempo" metereológico  é um estado físico das condições atmosféricas num determinado momento e local, o "tempo" persegue-nos, pois ele está sempre no nosso encalce ao deslocarmos para qualquer lugar poderão as condições do tempo variarem de local para local, é uma realidade, mas o "tempo" este que somos nós, porquanto nós e o "tempo", estamos interligados como se de um apêndice se tratasse.

Por isso é que o "tempo" inferindo  de tal forma, sobre os humanos e a todos os seres viventes a sua indispensabilidade pela vivência implícita dessa coabitação a que estamos sujeitos bem como a sua  irreversibilidade.

E por ele ser a grandeza que é, leva-nos a pensar na consolidação do Universo existencial, o nosso Universo com todo o seu acervo, composto pela parte líquida, os oceanos e toda a vida dos mares e rios, lagoas, nascentes, etc, e tudo que esta parte líquida encerra, temos a parte sólida a Terra, com todos os seus recursos naturais, minerais, etc, que lhe estão subjacentes, temos ainda a constelação celeste com toda a sua magnificiência e grandiosidade com o seu conjunto, o "ex-libris" a noite a lua, e o dia o sol, o "tempo" apareceu depois de tudo isto consolidado, a verdade é que ele se mantém a frente tomando inevitavelmente a dianteira.

É assim, o que dissemos tem cabimento pelos contributos que são visíveis desta incomensurável imensidão dos benefícios desta realidade, que conhecemo-la (...), e entrar no nosso discurso como fio condutor desta irreversibilidade que é o "tempo". António Cardoso

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