terça-feira, 6 de junho de 2017

"A irreversibilidade do tempo" (...) 323




O tempo reúne em si mesmo todo um universo de situações das mais díspares conectadas com a diversidade e heterogeneidade, as notícias caracterizadas pelos assuntos mais importantes pelo seu imediatismo e notoriedade é um facto, as inadiáveis pelo seu carácter imperativo.

É a evidência dos nossos dias no actual mundo global onde nos inserimos a todos os níveis esta infalibilidade é o tempo uma presença actual e constante.

Desde que a existência humana se deu conta de si mesma o tempo sempre existiu a sua anterioridade marcou o advento da humanidade, logicamente que ela vem depois.

A nossa história civilizacional tem início logo após com este anfitrião que é o tempo que tornou possível até aos nossos dias essa coabitação inseparável que remonta de geração a geração.

É insofismável que a consolidação de todas as grandezas que nos rodeiam que potenciaram  o desenvolvimento da humanidade ao longo de sucessivas gerações.

Todas elas com o mesmo grau de indispensabilidade certamente tiveram de existir primeiramente como esteio e fundamento em cujo suporte da humanidade teve a sua sustentabilidade, como é evidente.

Contemplando esta narrativa, marcada pela sua racionalidade, porquanto põe-se a questão: "Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha".

Não vamos entrar por essa discussão apenas tão somente invocar a noção, racionalidade e compreensão para aferirmos que tudo inevitavelmente teve um começo (...).

Certamente,  que se prende connosco, a humanidade,  os usufruidores desde incomensurável mundo material, efémero e passageiro (…), contudo com as aspirações normais da apetência humana, aliás legitima.

Não fomos nós, isto é, a humanidade que existiu primeiro, certamente que, "levantando o véu", ficamos a descoberto (...).

Porque o que sustentamos que para muitos é insustentável, que todas estas grandezas existiu primeiro, subsequentemente surgiu o homem e logicamente a mulher, portanto uma simbiose perfeita, embora diferentes na questão de género mais concreta, traduzida pela associação do benefício daí resultante,  obviamente.

Mas voltando ao nosso tema a “irreversibilidade do tempo”, é justamente esta “grandeza” que tem inquietado homens e mulheres pela sua falta, porque lhes “falta tempo” para isto e para aquilo.

É recorrente enquanto vivermos toda esta ansiedade, porque queremos fazer mais e ele é tão relativo, cumpre-se o seu desígnio, que se renova todos os dias com o mesmo semblante, ou não, sobretudo noutros dias desiguais, face as estações  do ano ou atípicas em seus variados fenómenos.

No entanto, o tempo em seu movimento circular, gradual e constante, vai marcando os dias e as noites sem cessar, porquanto ele é esta “grandeza” sem precedentes da nossa história civilizacional.


Na expectativa de puder deixar mais algumas considerações sobre o nosso tema a “irreversibilidade do tempo” . António Cardoso

Sem comentários:

Enviar um comentário