O tempo reúne em si mesmo todo um universo de situações das
mais díspares conectadas com a diversidade e heterogeneidade, as notícias caracterizadas pelos assuntos mais
importantes pelo seu imediatismo e notoriedade é um facto, as inadiáveis pelo seu carácter
imperativo.
É a evidência dos nossos dias no actual mundo global onde nos
inserimos a todos os níveis esta infalibilidade é o tempo uma presença actual e
constante.
Desde que a existência humana se deu conta de si mesma o
tempo sempre existiu a sua anterioridade marcou o advento da humanidade,
logicamente que ela vem depois.
A nossa história civilizacional tem início logo após com
este anfitrião que é o tempo que tornou possível até aos nossos dias essa
coabitação inseparável que remonta de geração a geração.
É insofismável que a consolidação de todas as grandezas que
nos rodeiam que potenciaram o
desenvolvimento da humanidade ao longo de sucessivas gerações.
Todas elas com o mesmo grau de indispensabilidade certamente
tiveram de existir primeiramente como esteio e fundamento em cujo suporte da
humanidade teve a sua sustentabilidade, como é evidente.
Contemplando esta narrativa, marcada pela sua racionalidade,
porquanto põe-se a questão: "Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha".
Não vamos entrar por essa discussão apenas tão somente
invocar a noção, racionalidade e compreensão para aferirmos que tudo
inevitavelmente teve um começo (...).
Certamente, que se
prende connosco, a humanidade, os usufruidores desde incomensurável mundo material, efémero e
passageiro (…), contudo com as aspirações normais da apetência humana, aliás
legitima.
Não fomos nós, isto é, a humanidade que existiu primeiro,
certamente que, "levantando o véu", ficamos a descoberto (...).
Porque o que sustentamos que para muitos é insustentável, que todas estas grandezas existiu primeiro, subsequentemente surgiu o homem e logicamente a mulher, portanto uma simbiose perfeita, embora diferentes na questão de género mais concreta, traduzida pela associação do benefício daí resultante, obviamente.
Mas voltando ao nosso tema a “irreversibilidade do tempo”, é
justamente esta “grandeza” que tem inquietado homens e mulheres pela sua falta,
porque lhes “falta tempo” para isto e para aquilo.
É recorrente enquanto vivermos toda esta ansiedade, porque
queremos fazer mais e ele é tão relativo, cumpre-se o seu desígnio, que se
renova todos os dias com o mesmo semblante, ou não, sobretudo noutros dias
desiguais, face as estações do ano ou
atípicas em seus variados fenómenos.
No entanto, o tempo em seu movimento circular, gradual e
constante, vai marcando os dias e as noites sem cessar, porquanto ele é esta “grandeza”
sem precedentes da nossa história civilizacional.
Na expectativa de puder deixar mais algumas considerações
sobre o nosso tema a “irreversibilidade do tempo” . António Cardoso
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