O tempo é a semelhança de um “mistério”, um fenómeno que
ocorre por certas causas difícil de explicar.
Se tivermos em consideração que o imenso tempo decorrido
houve momentos “vividos” bons e outros não, pela contingência desse tempo marcado
pela adversidade, algo desfavorável ou pela falta de sorte.
Porém, as vivências desse tempo referem-se a certos modelos,
uma bagagem cultural que se herda de um tempo passado, impregnado pelas
crenças de usos e costume consuetudinário e outros.
Que são observados porque expressam valores morais e sociais
subjacentes em comunidades e que determinada pessoa contempla como lei moral e
princípio dos ideais da conduta humana.
Vive-se um ambiente com estrutura assente em valores
outorgados pelo passado que se vai passando de geração em geração que se mantém
alguns ritos transmitidos por via oral e que permanecem no tempo.
É assim que a "herança de um passado" são respeitadas
por determinado grupo social de indivíduos que responde aos seus imperativos de
ordem social e moral a que estão vinculados.
Na vida e no tempo em que vivemos assistimos a variados
modelos na sociedade a que estamos inseridos, cada um à sua maneira cumpre os
preceitos desse fundamento que fazem parte como ponto de honra a observância desses
princípios.
No entanto, concomitantemente na preservação e constância
desses valores morais e sociais de ordem cultural, não invalida também a observância
pelo cumprimento do funcionamento das leis por organismo competente da
sociedade a que se pertence.
O que significa que é relevante o estrito cumprimento das
leis, como valor estratégico e que responde pela convivência saudável e harmoniosa
de toda uma sociedade.
Nesta conformidade, é imperativo a convergência de medidas
que visa a manutenção da ordem e tranquilidade públicas que todos se encontram
vinculados, sobretudo caracterizados pela pluralidade, multiplicidade e
abrangência.
De facto a vivência em sociedade, hoje cada mais
globalizada, em que o grau de diversidade aumenta à medida do grande
"fluxo" de migração de vários povos, raças e culturas.
A totalidade de um certo "cosmopolitismo" é número
incalculável, se tivermos em consideração é o "preço" a pagar pelo
progresso e desenvolvimento, porquanto: "A
pessoa que se transcende e que pensa que o mundo inteiro é sua pátria".
Estamos em presença, de um identificador que norteia os
grandes centros urbanos, a Cidade, o Mundo, a Vila são traduzidos pela
globalização, que é a procura, a pesquisa, concretamente: "O que que há
mais para descobrir e conhecer"".
Assim, este desejo aliás legítimo, uma inquietude humana que
perdurará no tempo, uma vez que ultrapassadas que estão determinadas
dificuldades, actualmente mais acessíveis pelo poder residual de determinada
pessoa, através de um "click".
E tudo acontece, porque a vontade é algo (...) superior a
qualquer suposto poder instituído, é uma aspiração, determinado propósito, um
fenómeno "invencível", que tanto se deseja ardentemente.
Na expectativa de que o nosso discurso possa deixar mais
algumas considerações sobre o nosso tema a "irreversibilidade do tempo"
António Cardoso
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