sábado, 17 de junho de 2017

"A irreversibilidade do tempo (...) 334

O tempo é a semelhança de um “mistério”, um fenómeno que ocorre por certas causas difícil de explicar.

Se tivermos em consideração que o imenso tempo decorrido houve momentos “vividos” bons e outros não, pela contingência desse tempo marcado pela adversidade, algo desfavorável ou pela falta de sorte.

Porém, as vivências desse tempo referem-se a certos modelos, uma bagagem cultural que se herda de um tempo passado, impregnado pelas crenças de usos e costume consuetudinário e outros.

Que são observados porque expressam valores morais e sociais subjacentes em comunidades e que determinada pessoa contempla como lei moral e princípio dos ideais da conduta humana.

Vive-se um ambiente com estrutura assente em valores outorgados pelo passado que se vai passando de geração em geração que se mantém alguns ritos transmitidos por via oral e que permanecem no tempo.

É assim que a "herança de um passado" são respeitadas por determinado grupo social de indivíduos que responde aos seus imperativos de ordem social e moral a que estão vinculados.

Na vida e no tempo em que vivemos assistimos a variados modelos na sociedade a que estamos inseridos, cada um à sua maneira cumpre os preceitos desse fundamento que fazem parte como ponto de honra a observância desses princípios.

No entanto, concomitantemente na preservação e constância desses valores morais e sociais de ordem cultural, não invalida também a observância pelo cumprimento do funcionamento das leis por organismo competente da sociedade a que se pertence.

O que significa que é relevante o estrito cumprimento das leis, como valor estratégico e que responde pela convivência saudável e harmoniosa de toda uma sociedade.

Nesta conformidade, é imperativo a convergência de medidas que visa a manutenção da ordem e tranquilidade públicas que todos se encontram vinculados, sobretudo caracterizados pela pluralidade, multiplicidade e abrangência.

De facto a vivência em sociedade, hoje cada mais globalizada, em que o grau de diversidade aumenta à medida do grande "fluxo" de migração de vários povos, raças e culturas.

A totalidade de um certo "cosmopolitismo" é número incalculável, se tivermos em consideração é o "preço" a pagar pelo progresso e desenvolvimento, porquanto:  "A pessoa que se transcende e que pensa que o mundo inteiro é sua pátria".

Estamos em presença, de um identificador que norteia os grandes centros urbanos, a Cidade, o Mundo, a Vila são traduzidos pela globalização,  que é a procura, a pesquisa, concretamente: "O que que há mais para descobrir e conhecer"".

Assim, este desejo aliás legítimo, uma inquietude humana que perdurará no tempo, uma vez que ultrapassadas que estão determinadas dificuldades, actualmente mais acessíveis pelo poder residual de determinada pessoa, através de um "click".

E tudo acontece, porque a vontade é algo (...) superior a qualquer  suposto poder instituído,  é uma aspiração, determinado propósito, um fenómeno "invencível", que tanto se deseja ardentemente.


Na expectativa de que o nosso discurso possa deixar mais algumas considerações sobre o nosso tema a "irreversibilidade do tempo" António Cardoso

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