Com efeito, a “minúscula porção de tempo” que consideramos
ser: o instante, momento, minuto ou segundo, todavia é consumido pela
irreversibilidade.
Porquanto, o instante X pertence logicamente a um
determinado “espaço temporal” que assim vai escrutinado da presente forma:
Considerando o dia de hoje: catorze de Junho de dois mil e dezassete,
pelas onze horas e vinte e sete minutos, sendo que é o momento em que
escrevemos sobre este tema a “irreversibilidade do tempo”.
Nesta conformidade, tendo como base este dia: catorze do presente mês de Junho do corrente ano e a hora referida como sendo às
onze horas e vinte e sete minutos é o momento X , jamais se repetirá no tempo,
como é evidente.
Para afirmar que em função da “irreversibilidade” que vai
agregada ao tempo consumiu já esse momento, tornando em tempo passado.
Portanto essa data, concretamente sobre o ano X, o mês X, o
dia X, a hora X, o minuto X, existiu é um facto sobretudo, se no preciso
momento do nosso actual espaço global aconteceu algo que pelo seu imediatismo
dá lugar a notícia de algum facto relevante.
Assim, é digno de registo, ou ainda a comemoração de alguma efeméride,
inauguração ou um acto solene, certamente que ficará registado como tal e que
esta data é inesquecível.
Sobretudo, porque os anos que se seguirem poderão serem reportados
tais factos, a estilo de aniversário comemorativo.
Mas tão somente para assinalar aquele facto, que se expressa o
momento X, foi único e irrepetivel, porquanto se tornou “irreversível”, que é o
que acontece com o tempo, que já “não
volta atrás”.
Porque, o tempo, não se compadece com o momento na sua
marcha vertiginosa, a “irreversibilidade” se encarrega de “consumir” aquele
momento que constituirá apenas no “imaginário” ou alguma reminiscência que foi preciso
recordar.
Assim o tempo impõe uma postura pelo que se situa no topo, colocando-se numa situação privilegiada, um "status",
que adquiriu ao longo dos tempos, face ao seu conhecimento empírico do
grande universo incalculável de
situações que acontece.
A passagem do tempo, implica a adopção de dinâmicas que
surtam efeito desejado, devendo ser rápidas e concretas pautadas pela
transparência.
Face ao percurso vertiginoso do tempo, existe um risco de
alguns actos ou acções, designadamente uma pretensão, um desejo, uma
inquietação, se tornar infrutífera ou inoperante.
O momento disponível, a mercê de alguém face o trajecto
frenético do tempo tornou-se irreversível, porquanto a missão da
"irreversibilidade" é dissipar todo o "espaço temporal.
A "irreversibilidade" é um fenómeno que torna determinado tempo, como tempo passado, porque é sua missão que exerce no
tempo tornar "irreversível todo e qualquer momento.
Assim, na expectativa de que o nosso discurso possa deixar
mais algumas considerações sobre o nosso tema a "irreversibilidade do
tempo". António Cardoso
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