quarta-feira, 7 de junho de 2017

"A irreversibilidade do tempo" (...) 324

Efectivamente a humanidade condicionada a viver determinada “vida material",  aliás, uma vez mergulhados no actual mundo que vivemos, essa questão de viver  é imperativa e irreversível.

Viver e terminar como existência física é uma condição que está imposta para espécie humana sobretudo pela constituição orgânica formada por corpo,-matéria, perecível .

Existir por “dado tempo” é equivalente a um tempo de vida, que é concretamente o que sucede a humanidade na sua generalidade e ao indivíduo em particular.

É evidente  que a vida neste actual mundo global termina aquando da falência orgânica de cada um, condicionado a viver uma “vida material”.

Assim, ciente deste pressuposto, algo contrário a apetência humana, esta  negatividade conectada pela  nostalgia que afecta o estado anímico e psicológico.

Um facto actual e concreto, se tivermos em consideração que a efemeridade da vida é um facto consumado.

Resta compreender que a humanidade para além da sua constituição orgânica,, por corpo-matéria, também tem uma componente sobrenatural, alma, espirito.

Porém esta componente “sobrenatural” que é pouco referida, porquanto a experiência desse mundo material, é sobre a existência física, que se deteriora, o que equivale a dizer que se extingue por ocorrência da falência orgânica.

Por isso é que “ninguém" se refere a uma “outra vida”, evidentemente porque não conhece, nem tem fundamentos para qualquer referência  a esse respeito.

O que é prática corrente, é que terminada a existência  física de “alguém” significa dizer que aquela pessoa deixa de existir, contudo, (…).

O que tentamos “extrapolar” referindo existir essa componente alma, espírito, é a nossa “visão” sobre essa "especificidade" da alma, espírito, que não pertence a este mundo material, 

A realidade de origem material, esta temos já experimentado neste actual mundo global, onde “nascemos” e terminamos  pela extinção da matéria de que somos formados organicamente.

Como dissemos atrás a componente alma, espírito, que é difícil encontrar palavras para verbalizar esta "especificidade", que sabemos existir (…).
 
No entanto, o que extrapolamos para esta verdade que a vida material que vivemos no actual mundo global, ela termina de facto, porque é o seu último acto, enquanto existência física, formado por corpo-matéria.

Certamente, que é “incógnita “ esta discussão pela inexistência de fundamentos, o mais fácil é dizer, sim efectivamente, quando terminar a “vida material ou vida terrena”, termina tudo, não há mais vida (...).

Claro que assim  é relativizar que o mundo que vivemos termina para  aquele que “morre”, os nossos discursos afirmam existir uma outra “vida” com “especificidade” sobrenatural, alma-espírito.

Continuamos a insistir, que haverá outra dimensão de vida (…) é evidente que não será material, "esta vida material que vivemos já mostrou ao que vinha”, viver e terminar no actual mundo global.

São extrapolações que fizemos, porquanto não nos revimos no final desta vida material e subsequentemente não há mais nada?! (…).

Na expectativa de que o  nosso discurso possa deixar mais algumas considerações, sobre o nosso tema,”a irreversibilidade do tempo”. António Cardoso

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