Na vida e no tempo em que vivemos, em que se adquire toda uma experiência pela obtenção prática exercitada no tempo (…), a
semelhança de um “ensaio”, ter essa faculdade para modificar determinado
percurso.
Com efeito, puder alterar significa fazer melhor, sobretudo
pela experiência já adquirida, o que vai comprovar que determinado fenómeno
existencial implícito à humanidade, pode ser contrariado.
Sobretudo se se tiver a oportunidade, face a experiência que
se tem, pela utilidade prática já “vivida” certificar dessa existência concreta,
e puder fazer o melhor, certamente que está ao alcance pela experiência já obtida.
Há circunstâncias que ocorrem em determinado momento, face
ao aglomerado de situações, que é necessário estar a altura para remover e
neutralizar algo que (…) supostamente embaraçoso e prejudicial, porquanto dada
a certa experiência é possível modificar.
Essas circunstâncias estiveram na origem com as implicações
de uma vida repleta de contradições várias, caracterizadas por uma vivência
quotidiana que foi abortada no momento certo, algo que poderia ter outras
consequências.
Em que a visão sobre determinada experiência fazia presumir a
continuidade, mas face ao conhecimento empírico de algumas diferenças e assimetrias
no âmbito das relações diversas, nomeadamente sociais, de trabalho ou de
amizade foram estas interrompidas por ter sido a melhor solução.
Assim, a experiência de algo (…), relativamente para avaliar
a actual conjuntura, os imperativos de uma sociedade com elevada dimensão
ética, as semelhanças eram visíveis e a
igualdade das relações eram idênticas como momentos anteriores, contudo existiu
uma modificação repentina, surgiu um outro modelo.
Porquanto se estava em presença do novo "paradigma" um modelo diametralmente
oposto aos nossos propósitos e convicção, embora o nosso conhecimento empírico
apontava para a mudança de “paradigma” que se verificou.
E o que parecia semelhante, designadamente aquela vivência
saudável de uns com outros, sucederam-se algumas desigualdades pelas situações desagradáveis.
Determinadas dificuldades que foram ultrapassadas, quanto as
semelhanças porque estão conectadas com a existência de uma ligação ou alguma
afinidade, estas permaneceram porque sendo sinceras se mantiveram fiéis, face a nossa experiência, por um lado.
Por outro lado, as diferenças estas são claras porque existe
uma característica, um traço peculiar que identifica alguma desigualdade, a
percepção expressa não deixa dúvidas, embora parecido é de facto diferente.
Assim concluímos que um dado importante é viver da experiência,
ter à partida um leque de soluções para as situações imprevisíveis, contudo, a “imprevisibilidade”
é em si mesma uma referência abstracta e desigual nunca é um dado adquirido, sobretudo
porque a contingência é diferente bem como o seu pormenor.
Na expectativa de que o nosso discurso possa deixar mais algumas
considerações sobre o tema sobre a “irreversibilidade do tempo”. António
Cardoso
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