O tempo é também a
contingência em que “alguém” se encontra
face a determinada situação ocorrida decorrente de uma série de acontecimentos.
São de facto complexas as situações que ocorrem caracterizados
pela contingência, uma inevitabilidade em que "alguém" está
irreversivelmente submetido.
Há determinados actos
e acções que não se pode prever qual o melhor desfecho, aquele que se adapta melhor
a situação em concreto, esta impossibilidade em saber a atitude assertiva, que
seja radical com finalidade de desfazer algo (...) comprometedor.
No tempo em que vivemos, existem disfunções diversas, anomalias cujo transtorno provoca
desconexões, sendo necessário a interacção com outras variáveis no tempo que
torna versátil pela qualidade de alteração, pela inconstância que muda com
facilidade.
A assertividade e clareza das situações que representam são
relevantes para determinar que as hipóteses que mantemos como argumento são
válidas, porquanto a verdade das mesmas é provável pelas conclusões que se
chegarão a verificar.
O tempo é constante e faz pulsar os acontecimentos, sejam
estes a favor, ou não, porquanto o seu fluxo é contínuo e interminável (...).
O tempo exerce sobre tudo ao seu redor os desencontros, os
impasses vividos por "alguém" que parece proferir a perdição de que
sofre um desencontro, uma desconexão por uma série de factores, umas vezes
porque o tempo de espera foi demorado, e aquele que se espera, desespera, ou
por uma outra qualquer situação.
É um facto na vida das pessoas, a insistência é bastante ressaltada quando se
aborda estas questões, um mal estar, o desconforto, chega às vezes ao ponto de
esgotar limites (...), se é que existiu o amor (…).
Ou talvez até mais grave, vaticinou o infortúnio, um destino
que não se materializou de facto, é assim na vida das pessoas algo irreal,
apenas no imaginário funcionou uma "quimera", cuja fantasia se
desvaneceu.
Continua a ser o "mistério" de todos os dias, encontros possíveis e os desencontros, os quais
por qualquer motivo aparente, não os tornou possíveis por não reunir as
condições essenciais para se desenvolver ou realizar essas pretensões.
As consequências de certa inevitabilidade (...), são de
facto aquelas que escapam ao controle, cuja suposição é tida supostamente por impensável,
algo irreal, ou mesmo não ser possível.
Contudo o exagerado convencimento destas realidades
esbatem-se na presunção, cuja soberba atingiu todos os limites da prudência.
No entanto existe complexidade na sua percepção atempada,
justamente por se colocar uma falsa expectativa, uma ilusão, que tornou
impossível pela inutilidade destes actos ou acções.
Assim na vida e no tempo em que vivemos, as surpresas
percorrem connosco por imenso tempo, para que mudemos tão cedo quanto possível
e aprendamos "lições" salutares para a vida.
Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para
deixarmos mais algumas considerações sobre o tema a "irreversibilidade do
tempo". António Cardoso
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