quarta-feira, 14 de setembro de 2016

"A irreversibilidade do tempo" (...) 178




O  tempo é também a contingência em que  “alguém” se encontra face a determinada situação ocorrida decorrente de uma série de acontecimentos.

São de facto complexas as situações que ocorrem caracterizados pela contingência, uma inevitabilidade em que "alguém" está irreversivelmente submetido.

 Há determinados actos e acções que não se pode prever qual o melhor desfecho, aquele que se adapta melhor a situação em concreto, esta impossibilidade em saber a atitude assertiva, que seja radical com finalidade de desfazer algo (...) comprometedor.

No tempo em que vivemos, existem disfunções  diversas, anomalias cujo transtorno provoca desconexões, sendo necessário a interacção com outras variáveis no tempo que torna versátil pela qualidade de alteração, pela inconstância que muda com facilidade.

A assertividade e clareza das situações que representam são relevantes para determinar que as hipóteses que mantemos como argumento são válidas, porquanto a verdade das mesmas é provável pelas conclusões que se chegarão a verificar.

O tempo é constante e faz pulsar os acontecimentos, sejam estes a favor, ou não, porquanto o seu fluxo é contínuo e interminável (...).

O tempo exerce sobre tudo ao seu redor os desencontros, os impasses vividos por "alguém" que parece proferir a perdição de que sofre um desencontro, uma desconexão por uma série de factores, umas vezes porque o tempo de espera foi demorado, e aquele que se espera, desespera, ou por uma outra qualquer situação.

É um facto na vida das pessoas, a  insistência é bastante ressaltada quando se aborda estas questões, um mal estar, o desconforto, chega às vezes ao ponto de esgotar limites (...), se é que existiu o amor (…).

Ou talvez até mais grave, vaticinou o infortúnio, um destino que não se materializou de facto, é assim na vida das pessoas algo irreal, apenas no imaginário funcionou uma "quimera", cuja fantasia se desvaneceu.

Continua a ser o "mistério" de todos os dias,  encontros possíveis e os desencontros, os quais por qualquer motivo aparente, não os tornou possíveis por não reunir as condições essenciais para se desenvolver ou realizar essas pretensões.

As consequências de certa inevitabilidade (...), são de facto aquelas que escapam ao controle, cuja suposição é tida supostamente por impensável, algo irreal, ou mesmo não ser possível.

Contudo o exagerado convencimento destas realidades esbatem-se na presunção, cuja soberba atingiu todos os limites da prudência.

No entanto existe complexidade na sua percepção atempada, justamente por se colocar uma falsa expectativa, uma ilusão, que tornou impossível pela inutilidade destes actos ou acções.

Assim na vida e no tempo em que vivemos, as surpresas percorrem connosco por imenso tempo, para que mudemos tão cedo quanto possível e aprendamos "lições" salutares para a vida.


Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para deixarmos mais algumas considerações sobre o tema a "irreversibilidade do tempo". António Cardoso

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