sexta-feira, 16 de setembro de 2016

"A irreversibilidade do tempo" (...) 180




O tempo é também o ensinamento constante e gradual, porquanto todos os dias não são iguais existe o mais ínfimo pormenor que vai fazer a diferença porque algo (…) decorreu  como não prevíamos.

Essa inevitabilidade é justamente o pormenor que faltava (…) porque se tivesse ocorrido de outra forma, o desfecho necessariamente seria outro.

Na vida e no tempo em que vivemos, onde a irreversibilidade consome com “sofreguidão” os instantes, os momentos para os tornar reduzidos a sua “ínfima espécie”,traduzindo por outras palavras,  a irreversibilidade consome  radicalmente, para que não exista dúvida dessa sua passagem.

Porquanto, tudo o que é irreversível não tem possibilidade de reverter a situação anterior.

É por isso que o tempo é pragmático em nossas vidas pela evidência desta realidade que ele é, o seu conhecimento decorrente da experiência, a humanidade tem seguido ao longo da nossa história civilizacional.

O tempo é esta presença indispensável que nos faz compreender a grandiosidade da vida, reflectindo desta maneira, formulamos esta pergunta, por exemplo:  O que é que a vida tem o que ela esconde e o que significa?

A esta pergunta: Segue-se a resposta: Quanto a primeira etapa da pergunta: O que é que a vida tem: Sim efectivamente tem tudo para oferecer, para promover a felicidade da humanidade.

 Porquanto, a vida, é de facto, a base a primeira condição para que se desencadeie todo um universo de situações, entre as quais estão as pretensões e os pressupostos.

Contudo, por um lado as pretensões significam premissas que é aquilo que se deseja, considerando-se como verdadeiro faltando apenas a sua concretização, cujo poder de argumentação fará confirmar o que se quer.

Quanto aos pressupostos, não é mais do que uma hipótese, que é necessário ser provada, funcionando como suposição da realidade.

As premissas, é tudo aquilo que se deseja na vida, que são as pretensões para que aconteça, os anseios são tidos como indispensáveis e se faz tudo para alcançar.

No entanto há pressupostos que são presumíveis hipóteses, algo não materializado, uma presunção da realidade com a intenção de conseguir algo (…).

Relativamente a pergunta, reformulamos: O que é que a vida tem o que ela esconde e o que significa?

A resposta é: A vida tem as certezas e as incertezas, o bom e o mau, o certo e o errado, o feliz e o infeliz, enfim e assim sucessivamente: Realmente o que a vida esconde é a efemeridade  por ser breve (…), uma passagem na “vida material”, esta a actual que vivemos.

Na qual não está assegurada qual poderá  ser a nossa  permanência enquanto existência física na  “vida material” se X ou Y, consoante a vida que “alguém” terá que viver variando de pessoa para pessoa.

Contudo, é suposto não existir um tempo determinado para viver ?! (…)

No entanto há condicionantes, é efémera a vida terrena que varia de pessoa para pessoa, por isso é que se “esconde”, claramente por não se saber  (…) qual o tempo que “alguém” tem para viver.

E respondendo sobre o que a vida significa? Claro que a vida significa algo tão importante, se tivermos em consideração desde a nossa concepção, até a idade adulta, o que fizemos:

Contraímos casamento, ou não, temos filhos, ou não, temos uma carreira profissional de sucesso, ou não, somos felizes, ou não, ou porque nos divorciamos.

Uma série de situações em que o tempo que vivemos e a vida que possuímos como património único e inalienável obtemos as respostas nesta actual conjuntura.


Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para deixarmos mais algumas percepções sobre o tema a “irreversibilidade do tempo”. António Cardoso

Sem comentários:

Enviar um comentário