O tempo é também o ensinamento constante e gradual, porquanto
todos os dias não são iguais existe o mais ínfimo pormenor que vai fazer a
diferença porque algo (…) decorreu como
não prevíamos.
Essa inevitabilidade é justamente o pormenor que faltava (…)
porque se tivesse ocorrido de outra forma, o desfecho necessariamente seria
outro.
Na vida e no tempo em que vivemos, onde a irreversibilidade consome
com “sofreguidão” os instantes, os momentos para os tornar reduzidos a sua “ínfima
espécie”,traduzindo por outras palavras, a irreversibilidade consome radicalmente, para que não exista dúvida dessa
sua passagem.
Porquanto, tudo o que é irreversível não tem possibilidade
de reverter a situação anterior.
É por isso que o tempo é pragmático em nossas vidas pela
evidência desta realidade que ele é, o seu conhecimento decorrente da
experiência, a humanidade tem seguido ao longo da nossa história civilizacional.
O tempo é esta presença indispensável que nos faz compreender
a grandiosidade da vida, reflectindo desta maneira, formulamos esta pergunta, por
exemplo: O que é que a vida tem o que ela esconde
e o que significa?
A esta pergunta: Segue-se a resposta: Quanto a primeira etapa
da pergunta: O que é que a vida tem: Sim efectivamente tem tudo para oferecer,
para promover a felicidade da humanidade.
Porquanto, a vida, é
de facto, a base a primeira condição para que se desencadeie todo um universo
de situações, entre as quais estão as pretensões e os pressupostos.
Contudo, por um lado as pretensões significam premissas que
é aquilo que se deseja, considerando-se como verdadeiro faltando apenas a sua
concretização, cujo poder de argumentação fará confirmar o que se quer.
Quanto aos pressupostos, não é mais do que uma hipótese, que
é necessário ser provada, funcionando como suposição da realidade.
As premissas, é tudo aquilo que se deseja na vida, que são
as pretensões para que aconteça, os anseios são tidos como indispensáveis e se
faz tudo para alcançar.
No entanto há pressupostos que são presumíveis hipóteses,
algo não materializado, uma presunção da realidade com a intenção de conseguir
algo (…).
Relativamente a pergunta, reformulamos: O que é que a vida tem
o que ela esconde e o que significa?
A resposta é: A vida tem as certezas e as incertezas, o bom
e o mau, o certo e o errado, o feliz e o infeliz, enfim e assim sucessivamente:
Realmente o que a vida esconde é a efemeridade por ser breve (…), uma passagem na “vida
material”, esta a actual que vivemos.
Na qual não está assegurada qual poderá ser a nossa
permanência enquanto existência física na “vida material” se X ou Y, consoante a vida
que “alguém” terá que viver variando de pessoa para pessoa.
Contudo, é suposto não existir um tempo determinado para viver
?! (…)
No entanto há condicionantes, é efémera a vida terrena que
varia de pessoa para pessoa, por isso é que se “esconde”, claramente por não
se saber (…) qual o tempo que “alguém”
tem para viver.
E respondendo sobre o que a vida significa? Claro que a vida
significa algo tão importante, se tivermos em consideração desde a nossa concepção,
até a idade adulta, o que fizemos:
Contraímos casamento, ou não, temos filhos, ou não, temos
uma carreira profissional de sucesso, ou não, somos felizes, ou não, ou porque
nos divorciamos.
Uma série de situações em que o tempo que vivemos e a vida
que possuímos como património único e inalienável obtemos as respostas nesta
actual conjuntura.
Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para
deixarmos mais algumas percepções sobre o tema a “irreversibilidade do tempo”.
António Cardoso
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