A convergência é realmente a tendência em que os vários
aspectos concorrem para identificar apenas um ponto coincidente para que
através do qual se possa convergir para obtenção de determinado fim ou objectivo.
Esta ligação que é feita percorre uma direcção em que os
resultados se dirigem para um único fim a atingir, cujo propósito já se tem em vista
como possibilidade desse desígnio.
No tempo em que vivemos muitas conjecturas se nos deparam
por forma a levar por diante os bons ofícios da nossa percepção, contudo as
surpresas que decorre de uma reacção inesperada, que às vezes não acontece como
previsto, satisfatoriamente.
A imprevisibilidade acompanha durante toda a existência
humana como factor negativo e determinante, porquanto se tivermos como
adquirido algo (…) que tanto ambicionámos certamente que a negação desse
objectivo cause frustração.
Assim, o tempo sabedor da inquietação humana, causada pelo
desassossego, que acresce a intranquilidade,
vulgarmente é caracterizada por “stress” sendo a causa do desequilíbrio
emocional e psíquico.
Esta anomalia decorrente desse estado apossa-se de “alguém”
que o vai consumindo gradualmente por perder a confiança de si próprio expressa
pela percepção negativa que faz de si mesmo.
A disfunção que afecta o estado normal de
"alguém", que descaracteriza, a sua própria identidade, pela inversão
dos valores, é aquela que a semelhança de "alguém" que se
auto-flagela".
No entanto a auto-estima é também a auto-confiança que se
tem de si próprio, pela valorização intrínseca
que "alguém" se julga possuir esta qualidade.
É evidente que sendo subjectivo este critério decorrente da
dualidade que enferma, a questão é que "quando se está em estado
depressivo", existe a desconexão por estar sob efeito desse estado anormal.
As atitudes estão diametralmente opostas a realidade, pela
questão da "vitimização", o sentimento de inferioridade.
A inversão dos valores, face a esse estado é utilizada a discrepância, uma desigualdade de razões claras e discordantes, no sentido de contrariar, sendo
vulgar conhecer-se situações como por exemplo: aquele que se auto-despreze, por sentir-se menos
valioso, ou porque lhe retiraram o prestígio social.
Ou ainda por alguma derrota em especial que não foi capaz de
dirimir este conflito, por lhe provocar a desonra, diminuindo-lhe o ego,
afectando-o socialmente.
No entanto convém referir que a auto-estima refere-se um grau
distinto de aspirações elevadas em que as pessoas gostam desse estatuto e serem
tratadas como tal.
Existe a sensação da expectativa em que a valorização está
na fronteira de ser considerada e exigida por aquele de quem é possuidor.
A auto-estima desenvolve as probabilidades de sucesso,
porque se interioriza esse espírito saudável pela competitividade e exigência
em que as pessoas se mostram empenhadas.
É no tempo em que vivemos que constatamos as variadas
situações, a humanidade convive de perto com todas estas realidades,
decorrentes da condição humana e os pressupostos do grande universo de imprevisibilidades,
que continuam latentes (…) no mundo em
que vivemos.
Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para
deixar mais algumas considerações sobre o tema a “irreversibilidade do tempo”.
António Cardoso
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