sábado, 17 de setembro de 2016

"A irreversibilidade do tempo" (...) 181





A convergência é realmente a tendência em que os vários aspectos concorrem para identificar apenas um ponto coincidente para que através do qual se possa convergir para obtenção de determinado fim ou objectivo.

Esta ligação que é feita percorre uma direcção em que os resultados se dirigem para um único fim a atingir, cujo propósito já se tem em vista como possibilidade desse desígnio.

No tempo em que vivemos muitas conjecturas se nos deparam por forma a levar por diante os bons ofícios da nossa percepção, contudo as surpresas que decorre de uma reacção inesperada, que às vezes não acontece como previsto, satisfatoriamente.

A imprevisibilidade acompanha durante toda a existência humana como factor negativo e determinante, porquanto se tivermos como adquirido algo (…) que tanto ambicionámos certamente que a negação desse objectivo cause frustração.

Assim, o tempo sabedor da inquietação humana, causada pelo desassossego, que acresce  a intranquilidade, vulgarmente é caracterizada por “stress” sendo a causa do desequilíbrio emocional e psíquico.

Esta anomalia decorrente desse estado apossa-se de “alguém” que o vai consumindo gradualmente por perder a confiança de si próprio expressa pela percepção negativa que faz de si mesmo.

A disfunção que afecta o estado normal de "alguém", que descaracteriza, a sua própria identidade, pela inversão dos valores, é aquela que a semelhança de "alguém" que se auto-flagela".

No entanto a auto-estima é também a auto-confiança que se tem de si próprio,  pela valorização intrínseca que "alguém" se julga possuir esta qualidade.

É evidente que sendo subjectivo este critério decorrente da dualidade que enferma, a questão é que "quando se está em estado depressivo", existe a desconexão por estar sob efeito desse estado anormal.

As atitudes estão diametralmente opostas a realidade, pela questão da "vitimização", o sentimento de inferioridade.

A inversão dos valores, face a esse estado é utilizada a discrepância, uma desigualdade de razões claras e discordantes, no sentido de contrariar, sendo vulgar conhecer-se situações como por exemplo: aquele que se auto-despreze, por sentir-se menos valioso, ou porque lhe retiraram o prestígio social.

Ou ainda por alguma derrota em especial que não foi capaz de dirimir este conflito, por lhe provocar a desonra, diminuindo-lhe o ego, afectando-o socialmente.

No entanto convém referir que a auto-estima refere-se um grau distinto de aspirações elevadas em que as pessoas gostam desse estatuto e serem tratadas como tal.

Existe a sensação da expectativa em que a valorização está na fronteira de ser considerada e exigida por aquele de quem é possuidor.

A auto-estima desenvolve as probabilidades de sucesso, porque se interioriza esse espírito saudável pela competitividade e exigência em que as pessoas se mostram empenhadas.

É no tempo em que vivemos que constatamos as variadas situações, a humanidade convive de perto com todas estas realidades, decorrentes da condição humana e os pressupostos do grande universo de imprevisibilidades, que continuam latentes (…) no  mundo em que vivemos.


Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para deixar mais algumas considerações sobre o tema a “irreversibilidade do tempo”. António Cardoso

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