sábado, 15 de julho de 2017

"A irreversibilidade do tempo (...) 361

Valorizar o longo “tempo decorrido”, é avaliar determinados períodos, intervalos de tempo, subdivididos e retirados de um todo que constitui a “grosso modo”, o tempo existencial de “alguém”.

Que é a contingência, a eventualidade de uma vida que se torna concreta, por ser a vida de "alguém", um acontecimento real que representa a inevitabilidade de viver determinada "vida material".

Também é a possibilidade de viver no actual espaço global uma vez que "mergulhados", porque se encontra nessa actual conjuntura.

Em que a obrigatoriedade de viver uma "vida material" é um imperativo irreversível.

Contudo, é o padrão de vida caracterizado pelo actual modelo que conhecemos, um corpo-matéria, perecível, composta por esta componente material e outra espiritual, alma, espírito.

Sendo que esta última componente, porque não está experienciada na vida humana, trata-se do "sobrenatural", algo "inacessível" os seus contornos desse conhecimento.

Com efeito, a experiência que a humanidade tem é esta actual que se vive e que extingue, por ocorrência da falência orgânica, a que se está submetido porque a humanidade é assim formada.

Constituída organicamente por corpo-matéria, e alma, espírito, que terá de viver determinada vida material que lhe couber, se mais longa ou não, enquanto existência física revestido de um corpo material.

Naturalmente que a matéria que a humanidade é composta, ocorre o fenómeno da sua degradação material, como é evidente, tudo o que é matéria se transforma, e a sua extinção é um facto.

Este final trágico da vida humana constitui uma série de interrogações, sendo que a primeira será a seguinte pergunta: Porquê que isso acontece?

A resposta é simples: Tudo o que é matéria está sujeita a sua corrupção, sobretudo pelas condições naturais que assim o determina.

Na expectativa de puder deixar mais algumas considerações sobre o nosso tema a “irreversibilidade do tempo”. António Cardoso

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