Valorizar
o longo “tempo decorrido”, é avaliar determinados períodos, intervalos de
tempo, subdivididos e retirados de um todo que constitui a “grosso modo”, o
tempo existencial de “alguém”.
Que é a contingência, a eventualidade de
uma vida que se torna concreta, por ser a vida de "alguém", um
acontecimento real que representa a inevitabilidade de viver determinada
"vida material".
Também é a possibilidade de viver no actual
espaço global uma vez que "mergulhados", porque se encontra nessa
actual conjuntura.
Em que a obrigatoriedade de viver uma
"vida material" é um imperativo irreversível.
Contudo, é o padrão de vida caracterizado
pelo actual modelo que conhecemos, um corpo-matéria, perecível, composta por
esta componente material e outra espiritual, alma, espírito.
Sendo que esta última componente, porque
não está experienciada na vida humana, trata-se do "sobrenatural",
algo "inacessível" os seus contornos desse conhecimento.
Com efeito, a experiência que a humanidade
tem é esta actual que se vive e que extingue, por ocorrência da falência
orgânica, a que se está submetido porque a humanidade é assim formada.
Constituída organicamente por
corpo-matéria, e alma, espírito, que terá de viver determinada vida material que
lhe couber, se mais longa ou não, enquanto existência física revestido de um
corpo material.
Naturalmente que a matéria que a humanidade
é composta, ocorre o fenómeno da sua degradação material, como é evidente, tudo
o que é matéria se transforma, e a sua extinção é um facto.
Este final trágico da vida humana constitui
uma série de interrogações, sendo que a primeira será a seguinte pergunta:
Porquê que isso acontece?
A resposta é simples: Tudo o que é matéria
está sujeita a sua corrupção, sobretudo pelas condições naturais que assim o
determina.
Na expectativa de puder deixar mais algumas
considerações sobre o nosso tema a “irreversibilidade do tempo”. António
Cardoso
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