As circunstâncias sucedem-se no
tempo em que vivemos, sendo por isso necessário retirar consequências desse
resultado.
É evidente que não se pode ignorar o "lapso de tempo
passado" não é nenhuma imaginação, aconteceu de facto, determinada
circunstância, por exemplo:
No exame da quarta classe, nessa altura existia exame que era
concretamente a aferição e a recapitulação de toda a matéria dada.
Com efeito, foi sugerido um texto do livro de leituras, cujo
título era: "Por falta de um trinco".
Resumia-se a narrativa dessa história verídica, que na falta
desse trinco, portanto indispensável, sucedeu que o animal doméstico que se
encontrava dentro de casa, e o inevitável aconteceu.
Saiu a correr desalmadamente para à rua tendo originado o
acidente, com o condutor que seguia de automóvel e o utente que circulava na
via pública.
Pelo impacto do automóvel contra o animal, causando danos
físicos em ambos, pessoa e animal por esta colisão inesperada.
Houve danos materiais e físicos no utente bem como no animal, que
provocou a consequência directa dessa circunstância.
Originando que a reparação desses danos causados sejam atribuídos
ao proprietário que viu-se obrigado a responsabilizar por tudo quanto
aconteceu.
Nesta conformidade, a "imprevisibilidade" aliada algum
eventual "desleixo" face a determinado comportamento negligente por
parte desse proprietário em que o desfecho é traduzido por consequência
negativa.
Assim, existe a diferença que não será
levada em consideração, pelo facto de não ter sido deliberado com alguma
intenção de provocar determinado acidente, por um lado.
Por outro lado, e antes pelo contrário,
certamente que proprietário não queria ser responsabilizado por todos esses
danos causados, contudo, o que está em causa é a sua negligência.
As circunstâncias experenciam um rol
indeterminado do universo de situações que acontecem, é necessário, a
semelhança da remoção, algo obsoleto, ou desnecessário.
Uma atitude deve ser tomada, por forma a
prevenir, sobretudo pelo sentido de sobre-aviso, uma intuição que é lógica
quanto racional, inferir, supostas previsibilidades (...).
Parece um paradoxo, tentar adivinhar a
"inevitabilidade", pois o que é inevitável, é como o próprio nome
indica, é a sua contingência que atinge certo grau de fatalidade (...), ou não.
Em que as situações, tiveram o desfecho não
o desejável, mas a razoabilidade e as ocorrências de "situações
análogas".
Deixam
também alguma experiência que é preciso considerar alguma "sorte" em
determinada inevitabilidade.
Na expectativa de puder deixar mais algumas
considerações sobre o tema a "irreversibilidade do tempo". António
Cardoso
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