domingo, 16 de julho de 2017

"A irreversibilidade do tempo" (...) 362


As circunstâncias sucedem-se no tempo em que vivemos, sendo por isso necessário retirar consequências desse resultado.

É evidente que não se pode ignorar o "lapso de tempo passado" não é nenhuma imaginação, aconteceu de facto, determinada circunstância, por exemplo:

No exame da quarta classe, nessa altura existia exame que era concretamente a aferição e a recapitulação de toda a matéria dada.

Com efeito, foi sugerido um texto do livro de leituras, cujo título era: "Por falta de um trinco".

Resumia-se a narrativa dessa história verídica, que na falta desse trinco, portanto indispensável, sucedeu que o animal doméstico que se encontrava dentro de casa, e o inevitável aconteceu. 

Saiu a correr desalmadamente para à rua tendo originado o acidente, com o condutor que seguia de automóvel e o utente que circulava na via pública.

Pelo impacto do automóvel contra o animal, causando danos físicos em ambos, pessoa e animal por esta colisão inesperada.

Houve danos materiais e físicos no utente bem como no animal, que provocou a consequência directa dessa circunstância.

Originando que a reparação desses danos causados sejam atribuídos ao proprietário que viu-se obrigado a responsabilizar por tudo quanto aconteceu.

Nesta conformidade, a "imprevisibilidade" aliada algum eventual "desleixo" face a determinado comportamento negligente por parte desse proprietário em que o desfecho é traduzido por consequência negativa.

Assim, existe a diferença que não será levada em consideração, pelo facto de não ter sido deliberado com alguma intenção de provocar determinado acidente, por um lado.

Por outro lado, e antes pelo contrário, certamente que proprietário não queria ser responsabilizado por todos esses danos causados, contudo, o que está em causa é a sua negligência.

As circunstâncias experenciam um rol indeterminado do universo de situações que acontecem, é necessário, a semelhança da remoção, algo obsoleto, ou desnecessário.

Uma atitude deve ser tomada, por forma a prevenir, sobretudo pelo sentido de sobre-aviso, uma intuição que é lógica quanto racional, inferir, supostas previsibilidades (...).

Parece um paradoxo, tentar adivinhar a "inevitabilidade", pois o que é inevitável, é como o próprio nome indica, é a sua contingência que atinge certo grau de fatalidade (...), ou não.

Em que as situações, tiveram o desfecho não o desejável, mas a razoabilidade e as ocorrências de "situações análogas".

 Deixam também alguma experiência que é preciso considerar alguma "sorte" em determinada inevitabilidade.


Na expectativa de puder deixar mais algumas considerações sobre o tema a "irreversibilidade do tempo". António Cardoso

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