Cada instante é repleto de contingências, circunstâncias que ocorrem no grande universo de situações prováveis e outras não.
Sobretudo porque aquelas que tiveram o desenlace final algo (…) que se materializou.
É assim a vida (…), instante a instante a constituir determinada “existência temporal”, que se traduz como um tempo de permanência ou tempo de vida, de “alguém”.
Não é um momento "raro" é algo que acontece, o instante é esta "grandeza ínfima" circunscrita no tempo, porquanto o tempo é esse imenso tempo uma "intemporalidade".
Assim é que também a vida de"alguém", é um determinado tempo, se considerarmos que a longevidade dessa permanência, enquanto existência física, que "alguém" vive no corpo-matéria, poderá ser longa ou não.
O tempo que se vive no actual espaço global, é aquele tempo que couber a "alguém", certamente que não sabe quanto tempo vai viver.
Contudo, uma situação definitiva se tem a certeza, que no actual espaço global, "tudo passa" (…).
Inclusive as pessoas que estão na vida (...), durante o tempo que permanecerem enquanto existência física revestido de um corpo.
Quando ocorrer a falência orgânica, a pessoa deixa de existir, claramente, se extingue uma vida em face desse destino último.
Concretamente, o mesmo se processará na humanidade que vive também uma "vida material" e susceptível desse mesmo desfecho.
Viver e extinguir-se, como matéria, uma especificidade concreta na espécie humana.
Inevitavelmente, na vida e no tempo em que se vive estes factos
são irreversíveis uma constante no tempo que avança num percurso limites, porquanto ele é “intemporal” (…).
Na expectativa de puder deixar mais algumas percepções sobre o tema a "irreversibilidade do tempo”. António Cardoso
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