terça-feira, 18 de julho de 2017

"A irreversibilidade do tempo" (...) 364




Cada instante é repleto de contingências, circunstâncias que ocorrem no grande universo de situações prováveis e outras não.

Sobretudo porque aquelas que tiveram o desenlace final algo (…) que se materializou.

É assim a vida (…), instante a instante a constituir determinada “existência temporal”, que se traduz como um tempo de permanência ou tempo de vida, de “alguém”.

Não é um momento "raro" é algo que acontece, o instante é esta "grandeza ínfima" circunscrita no tempo, porquanto o tempo é esse imenso tempo uma "intemporalidade".

Assim é que também a vida de"alguém", é um determinado tempo, se considerarmos que a longevidade dessa permanência, enquanto existência física, que "alguém" vive no corpo-matéria, poderá ser longa ou não.

O tempo que se vive no actual espaço global, é aquele tempo que couber a "alguém", certamente que não sabe quanto tempo vai viver.

Contudo, uma situação definitiva se tem a certeza, que no actual espaço global, "tudo passa" (…).

Inclusive as pessoas que estão na vida (...), durante o tempo que permanecerem enquanto existência  física revestido de um corpo.

Quando ocorrer a falência orgânica, a pessoa deixa de existir, claramente, se extingue uma vida em face desse destino último.

Concretamente, o mesmo se processará na humanidade que vive também uma "vida material" e susceptível desse mesmo desfecho.

Viver e extinguir-se, como matéria, uma especificidade concreta na espécie humana.

Inevitavelmente, na vida e no tempo em que se vive estes factos 
são irreversíveis uma constante no tempo que avança num percurso limites, porquanto ele é “intemporal” (…).


Na expectativa de puder deixar mais algumas percepções sobre o tema a  "irreversibilidade do tempo”. António Cardoso

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