segunda-feira, 17 de julho de 2017

"A irreversibilidade do tempo" (...) 363





A vida é a "submissão" na acepção da palavra, se tivermos em consideração que a vida que se vive é efémera e passageira (…), o que se pressupõe ser esta vida actual um “preliminar” o que vem antes “daquilo” que será o principal.

Certamente, que existirá (…) outra vida noutros moldes, temos referido tratar-se do “sobrenatural” que não pertence a este espaço global onde se vive.

Mas convém etimologicamente referir que a raiz da palavra submissão, ela é composta por duas palavras: sub mais missão, utilizamos esta vertente da palavra que significa sujeição.

Curiosamente existe algumas pessoas que assim se identificam na vida que acredita em “algo superior” que assim fazem na prática.

Sucede que estas pessoas se humilham pela deferência ou consideração de outras pessoas, que supostamente têm esse “extracto", ou porque assim foram educadas e ainda por ser opção própria de "alguém" que assim se aconselha.

Daí que a vida que se vive e apenas como exemplo paradigmático desta verdade; em tudo o que se fizer na sua generalidade, ficará sempre incompleto, ou não.

Ora se a vida é passageira (…), algo que passa tão repentinamente, e às vezes deixa por acabar: “seja o que for”, o que se estiver a fazer, por interromper o curso da vida (…).

É lógico pensar que o que fizermos pode ou não ficar completo (…), significa que algo decorre em “determinada imperfeição”, porque a vida ainda é algo "imperfeita" porque é suposto terminar sempre algo que se faz.

E reforça-se esta afirmação, porquanto a vida que se vive, ela extingue-se como que uma situação "sine qua non", esta é imperativa e tem que acontecer, uma premissa que sem esta condição, é não categoricamente.

E assim é que, não somente porque esta situação é inevitável, fazendo de todo um desígnio para que ao viver determinada vida material a "pessoa já sabe para o que vem" , que esta vida, termina, irreversivelmente.

Contudo, face a predisposição anímica e psicológica que torna o ego humano repleto de alegria e entusiasmo desse estado emocional, tudo o que se fizer, é encarado com sucesso, sobretudo porque se terminou algo do que se estava a fazer.

Assim é natural que a "vida material", ela por si só constitui um princípio e um fim (...), sobretudo pela contingência a que a humanidade está sujeita a viver num corpo-matéria, perecível, que se extingue pelo fenómeno da sua degradação.

Que ocorre na humanidade este facto, por ser assim constituída a espécie humana pela componente orgânica e material, que se degrada face a extinção da matéria sob o efeito das leis naturais, porquanto tudo o que é matéria é susceptível desse fenómeno.

Nesta conformidade é compreensível que a humanidade se encontra submissa à "vida material", uma obrigatoriedade de viver neste actual espaço global a vida que lhe couber, que poderá ser longa ou não.

Sendo que o seu destino último, ocorrerá pela falência orgânica e material.

O que significa dizer, que face a extinção da matéria de que a humanidade é assim formada, determinada pessoa deixa de viver.

Na expectativa de puder deixar mais algumas considerações sobre o tema a "irreversibilidade do tempo". António Cardoso

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