O tempo é o
referencial que rege a vida da humanidade em geral, e da pessoa em particular,
sobretudo porque decorre da vigência temporal que a pessoa vive enquanto
existência física, condicionada a viver uma “vida material”.
Porquanto, o
tempo esta presença implícita na vida das pessoas, permite a sustentabilidade algo que emerge,
por um lado.
Por outro
lado, porque se manifesta de facto na vida das pessoas, é algo concreto, uma
realidade absoluta por se tratar de facto de uma “grandeza universal”.
É verdade
que a experiência que estabelecemos com o tempo, uma ligação ao longo da nossa
existência, indestrutível, sendo mesmo ancestral, porquanto o tempo é anterior a humanidade.
O tempo é
uma continuidade de acontecimento em acontecimento que faz convergir um rol de
histórias passadas, mostrando o significado que elas representam para a vida
das pessoas, sobretudo pela sua importancia a partir de uma experiência vivida.
É através da
narrativa de factos que se tem algo como referência de cuja análise são desenvolvidas com rigor e critério dessas histórias da vida
real.
Há aspectos
que são reconhecidos quer pelas histórias contadas pelos antepassados, que
transmitidos por via oral, constituem o hábito consuetudinário dessa época
passados de geração em geração.
Que pela sua
importância o tempo não apaga desse imaginário essas reminiscências que residem connosco como património adquirido ao
longo do tempo.
O tempo é fiel na sua descrição, porquanto regista o
momento, o facto e o lugar pressuposto que testifica a veracidade de
determinado acontecimento.
Na vida e no
tempo em que vivemos vários foram os motivos
que caracterizaram diversas histórias, de conversas que trazem memória do
passado e de lembranças que são
confirmadas por outros.
Contudo, não é uma história isolada, há uma comunhão de ideias de algo que terá passado, são memórias que integram realidades (...).
Algo que
fora vivido e que os próprios ou outros
narram estes factos de histórias reais, no sentido de resgatar do passado, por considerarem alguma relevância desses mesmos factos.
É uma
contextualização do imaginário em relação a esse tempo, que se vê reconstituída
pelas referências que certificam o que
de facto ocorreu pelas verdades sustentadas.
Portanto há
sempre continuidade de histórias (...),
que vivenciam realidades, sobretudo pela iniciativa revelada a partir de
um colectivo de pessoas que se predispõe a contá-las.
O tempo, é
também o "palco" donde se desenrolam uma serie de ocorrências, que se
projecta para o futuro, algo que se constrói no presente e que vai constituir
um ritual que simboliza algo que perdure na temporalidade (...).
Assim o
nosso discurso procurou a direcção exacta para deixar mais algumas percepções,
sobre o tema a "irreversibilidade do tempo". António Cardoso
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