sábado, 5 de novembro de 2016

“A irreversibilidade do tempo” (…) 227


O tempo é o referencial que rege a vida da humanidade em geral, e da pessoa em particular, sobretudo porque decorre da vigência temporal que a pessoa vive enquanto existência física, condicionada a viver uma “vida material”.

Porquanto, o tempo esta presença implícita na vida das pessoas,  permite a sustentabilidade algo que emerge, por um lado.

Por outro lado, porque se manifesta de facto na vida das pessoas, é algo concreto, uma realidade absoluta por se tratar de facto de uma “grandeza universal”.

É verdade que a experiência que estabelecemos com o tempo, uma ligação ao longo da nossa existência, indestrutível, sendo mesmo ancestral,  porquanto o tempo é anterior a humanidade.

O tempo é uma continuidade de acontecimento em acontecimento que faz convergir um rol de histórias passadas, mostrando o significado que elas representam para a vida das pessoas, sobretudo pela sua importancia a partir de uma experiência vivida.

É através da narrativa de factos que se tem algo como referência de cuja análise  são desenvolvidas com  rigor e critério dessas histórias da vida real.

Há aspectos que são reconhecidos quer pelas  histórias contadas pelos antepassados, que transmitidos por via oral, constituem o hábito consuetudinário dessa época passados de geração em geração.

Que pela sua importância o tempo não apaga desse imaginário essas reminiscências que  residem connosco como património adquirido ao longo do tempo.

O tempo  é fiel na sua descrição, porquanto regista o momento, o facto e o lugar pressuposto que testifica a veracidade de determinado acontecimento.

Na vida e no tempo em que vivemos  vários foram os motivos que caracterizaram diversas histórias, de conversas que trazem memória do passado e de lembranças que são confirmadas por outros.

Contudo,  não é uma história isolada, há uma comunhão de ideias de algo que terá passado, são memórias que integram  realidades (...).

Algo que fora vivido e que os próprios ou outros narram estes factos de histórias reais, no sentido de resgatar do passado, por considerarem alguma relevância desses mesmos factos.

É uma contextualização do imaginário em relação a esse tempo, que se vê reconstituída pelas  referências que certificam o que de facto ocorreu pelas verdades sustentadas.

Portanto há sempre continuidade de histórias (...),  que vivenciam realidades, sobretudo pela iniciativa revelada a partir de um colectivo de pessoas que se predispõe a contá-las.

O tempo, é também o "palco" donde se desenrolam uma serie de ocorrências, que se projecta para o futuro, algo que se constrói no presente e que vai constituir um ritual que simboliza algo que perdure na temporalidade (...).

Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para deixar mais algumas percepções, sobre o tema a "irreversibilidade do tempo". António Cardoso

Sem comentários:

Enviar um comentário