quinta-feira, 15 de setembro de 2016

"A irreversibilidade do tempo" (...) 179





O tempo traduz a certeza de que é efémera a vida em que vivemos, uma realidade constante, sobretudo se tivermos em consideração que o tempo que “alguém” vive é relativo por depender de uma série de factores.

Assim , pudemos enumerar a dependência que “alguém” tem, por exemplo: o estado de saúde sendo debilitado, é uma condição prematura irreversível e se esta situação prevalecer, claramente que terminará com o desfecho fatal.

Porque se é enfermo, consequentemente que a doença é uma condicionante mórbida a arruinar a vida de forma lenta.

 Outra dependência natural é o envelhecimento, pelas consequências da falência do organismo e o sistema fisiológico, por afectar órgãos principais.

A vulnerabilidade do organismo ocorre face a um conjunto de anomalias que ocasionam disfunções, alterando o bom e o normal funcionamento.

A multiplicidade de células são indispensáveis para garantir a sua capacidade genética dessa diversidade, porquanto elas são as responsáveis para o rejuvenescimento e potenciar a qualidade saudável que deve existir na vida das pessoas.

No decorrer da vida e face a passagem do tempo, os sintomas são visíveis, sobretudo pelas deficiências e fragilidades, que vão sucedendo gradual, silenciosa e discretamente decorrente do estado de senescência, que é ,concretamente, o processo natural de envelhecimento.

Contudo, a manutenção das necessidades básicas decorre normalmente nas pessoas idosas em que este fenómeno é recorrente  sobretudo nas pessoas da terceira idade, neste no caso concreto.

No entanto, por demência do estado de saúde de "alguém", poderá ocorrer, inevitavelmente mais cedo, essa incompatibilidade, se for afectado pela perda física que limite os movimentos, a robustez física, claramente que já não é a mesma, as debilidades se fazem sentir.

O envelhecimento está associado as condições que se referem ao processo somático e a ele referente, sendo portanto visível na massa corporal, e que se reflecte na robustez física por insuficiência dos órgãos.

No entanto  é de referir que o envelhecer no feminino ou no masculino não é igual, existem factores genéticos, a considerar e por isso os diferencia.

Acrescendo ainda que, também o modo como se envelhece, por exemplo: sozinho ou no seio da família, casado, solteiro, viúvo ou divorciado, com filhos ou sem filhos, no meio urbano ou no meio rural, na faixa do mar ou na intelectualidade das profissões culturais, país de origem ou no estrangeiro.

No envelhecimento psíquico há, de facto alguma redução, constituindo vulnerabilidade, no entanto, a pessoa é por consequência mais esclarecida para aceitar e tolerar a dor.

Contudo, por interiorizar  melhor esta dependência readquire a aprendizagem  para adaptar-se e saber lidar com esta disfunção.

A pessoa idosa sabe quanto importante é ser autónoma, para manter a sua relação de liberdade com os demais e com o mundo que a rodeia.


Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para pudermos deixar mais algumas percepções sobre o tema a “irreversibilidade do tempo”. António Cardoso

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