A existência humana que é representada por cada pessoa que
cabe determinado papel, se tivermos em consideração que a vivência de “alguém”,
é tão relativa.
Naturalmente de pessoa para pessoa é variável o tempo de
vivência enquanto existência a viver uma “vida material”.
Contudo, apesar da
efemeridade da vida, insistimos em "viver"
a uma velocidade estonteante, a liderança caracteriza-se pela tecnologia que está no topo das nossas opções.
O imediatismo da informação, o novo paradigma que mudou a
visão do mundo que nos rodeia em que as distâncias hoje são desvalorizadas,
sobretudo pelo espaço global em que estamos inseridos, pelas inúmeras e
diversificadas acessibilidades nesse contexto.
Na verdade, a percepção que temos sobre o tempo é que ele
"voa", os dias correm, cada vez mais depressa, deparamos que
"falta de tempo" para outras tarefas, face a sua passagem vertiginosa, como que algo (...)
se escapa do nosso controle.
Esta realidade que identificámos na nossa vida, por um lado
cria a sensação de incapacidade, porquanto repetidas vezes tem acontecido a
insuficiência do tempo o querermos fazer mais "coisas", e o tempo não
chega.
Porque não é isolada esta constatação ela multiplica-se
algumas vezes, e como forma de alterar esta situação recorrente para resgatar
esse tempo "fugidio" que se escapa.
De facto a escassez do tempo, um aspecto preocupante na vida
das pessoas, sobretudo nas relações humanas, a falta desse precioso tempo ao
invés de aproximar pelo afecto e dedicação do saudável relacionamento que é aconselhável existir.
É substituído e descartável por um "tempo" que não
se tem, porquanto é efémero e raramente está disponível para interagir nas
relações que nos dizem directamente
respeito.
Sobretudo pelo grau de família caracterizado pela árvore
genealógica que temos o dever de manter o melhor relacionamento.
Nesta análise, permite que se compreenda a sua importância e
como se representam os laços e afectos na vida das pessoas, que demonstram se a
relação é ou não privilegiada.
Se nutrimos, ou não, apreço ou carinho por "alguém", expressa por uma
relação saudável e afectuosa, sobretudo pela questão da proximidade de família
pelo vínculo que se estabelece.
São de facto vários os questionamentos sobre esta matéria,
mas cabe "alguém" em particular levar por diante as boas intenções que
devem prevalecer no ambiente de plena convivência e harmonia.
O imperativo "tempo", é sem dúvida o condicionador, as "visitas
esporádicas" aquelas que são
obrigatórias pelo vínculo familiar que os une, às vezes têm lugar, apenas em
momentos específicos: aniversários, e
diversas festas comemorativas por ocasião de certos eventos.
De salientar que na vida e no tempo em que vivemos, o manter
uma "postura assertiva" face à vida, é de facto, um tónico que
rejuvenesce, sobretudo por traduzir na forte integridade enquanto, homens e
mulheres.
Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para
deixar mais algumas percepções sobre o tema a "irreversibilidade do
tempo". António Cardoso
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