sábado, 12 de novembro de 2016
"A irreversibilidade do tempo" (...) 233
Determinada pessoa, enquanto existência física vive esta "vida material", certamente se interpela interiormente qual será o seu destino último.
Esta introspecção, uma auscultação do subconsciente uma "voz silenciosa" que também se interroga sobre o mesmo "dilema".
Afinal o que sucede? Qual será o último destino da vida humana, enquanto existência física, a viver no corpo material?
A estas perguntas, necessariamente uma única resposta:
O que é material como o proprio nome indica, logo é matéria, susceptível a degradação o equivale a dizer que o nosso corpo-matéria, perecível se degrada porque é matéria, sujeita as condições naturais.
Porquanto a espécie humana é constituída organicamente por duas partes: primeira, corpo-matéria, perecível, a segunda, alma, espírito.
Quanto a primeira parte como ficou referido degrada-se aquando da falência orgânica, enquanto existência física, a viver uma "vida material".
Quanto a segunda parte, alma, espírito, porque é uma virtualidade, entenda-se que ninguém nunca pegou o espírito, nem o viu, nem entende portanto, esta "sublimidade".
Sobretudo porque é virtual, o espírito tem "status", o que significa condição específica, jamais o que é material, concretamente o nosso mundo material poderá conhecer os contornos desta "sublimidade".
Pela inacessibilidade que encerra este conhecimento, a humanidade, tem contudo apenas e tão só o entendimento material porque tem experiência, porque se vive, é esta a actual vida que temos em cada um de nós.
Sendo que, temos referido nos excertos anteriores, tratar-se desta virtualidade, composta por alma, espírito, como que uma "ante-câmara", mas concretamente, "uma "sala de espera".
É justamente isso que esperamos, por esta vida material é uma "passagem" a vida autêntica será após esta, que condicionada obriga a humanidade a "vivê-la".
É assim de facto, uma "passagem" a actual vida que vivemos, contudo, esta outra que se avizinha, é como se disse atrás a tal "sala de espera", sobretudo porque esta vida a semelhança da "sala de espera", pois que a vida autêntica, não é esta.
Contudo, há uma condição, passar por esta "vida material", para ter acesso a outra, como se de uma "metamorfose" se tratasse.
O que extrapolamos é esse "status" que é alma, espírito, ninguém teve esta experiência, é uma "outra dimensão".
Que dada a complexidade do nosso mundo conhecer, ficará certamente, nesse "obscurantismo", porquanto o mundo material, pertence ao que é material, a humanidade sucumbe na matéria, porque somos organicamente formados por corpo-matéria.
Esta "outra dimensão" de vida é portanto "virtual", constituindo a sua inacessibilidade de a conhecer.
Por ser diametralmente oposto o seu conhecimento este mundo mundo material, nunca o saberemos, enquanto não experienciamos esta "vida material", enquanto existência física.
Por isso existe o "status" que impõe esta condição "sine qua non", sem passar por esta vida material, ninguém o saberá.
Assim o nosso discurso procurou a ditrecção exacta para deixarmos mais algumas considerações sobre o tema a "irreversibilidade do tempo". António Cardoso
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