Na vida e no tempo em que vivemos, condicionados a viver uma
“vida material”, sendo que é o percurso de cada pessoa, que poderá ser longo, ou
não, sobretudo pela vigência de tempo de
“vida terrena ou vida material”.
É um imperativo a “vida” e como consequência se impõe
categoricamente que determinada pessoa viva uma “vida”, enquanto existência
física constituída no corpo-matéria, sujeita as condições das leis naturais.
Para além desta realidade (...) que as pessoas têm
consciência da sua vivência neste mundo material, cada pessoa, naturalmente,
tem a sua crença, seja no que for, a vida pertence-lhe, o seu livre arbítrio,
poderá inclusive levá-lo a ser agnóstico.
Nesta perspectiva, há pessoas que sentem a necessidade, por se tratar da vida como sendo ela única, de
travar luta pela sua sobrevivência", misturando também o dinheiro que
também é algo material, tal e qual como
a vida.
Porquanto, está tudo em jogo, a vida, uma vez que é
constituída organicamente por corpo-matéria, logo é material assim como o
dinheiro.
Por isso é que há
pessoas assim pensam que está tudo interligado, a vida, o dinheiro, o bem-estar, por isso, obter mais bens materiais, para converter em
dinheiro e consequentemente puder travar a luta pela "materialidade".
No tocante a alma, é descurado este aspecto a esmagadora
maioria das pessoas passa ao lado dessa questão, o plano da alma, espírito.
No entanto, por ser invisível a alma, muito pouco se tem
falado ao seu respeito, as pessoas vivem despreocupadas como se algo não
existisse.
Assim face ao "obscurantismo", que prevalece a
respeito da "alma" existem pessoas que evitam pronunciar-se sobre o
assunto, sobretudo por ser complexo e inacessível, deixando nalgumas pessoas o
"abatimento" em aflorar esse assunto pelo desconforto e nostalgia
(...).
De facto, se vislumbra uma ténue "inquietação",
sobre a inacessibilidade por onde começar para se falar da "alma",
sendo que esta questão pela condição da sua "virtualidade" é
impossível qualquer discussão sobre o assunto.
Concretamente, porque a "alma", pertence a uma
"outra dimensão" que não é esta terrena e material que a humanidade
vive, daí que o seu "desconhecimento" prevalece.
Porquanto, uma única
solução está encontrada que compete necessariamente, a humanidade em geral, e
cada pessoa em particular, viver como experiência esta actual "vida
material", condição "sine qua non".
Certamente, que por este mundo ser material, e vivermos
dessa "materialidade" teremos que passar primeiro por esta imperativa
condição da matéria.
Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para deixar
mais algumas considerações, sobre o tema a "irreversibilidade do
tempo". António Cardoso
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