domingo, 13 de novembro de 2016

"A irreversibilidade do tempo" (...) 234



Na vida e no tempo em que vivemos, condicionados a viver uma “vida material”, sendo que é o percurso de cada pessoa, que poderá ser longo, ou não, sobretudo pela vigência de tempo de “vida terrena ou vida material”.

É um imperativo a “vida” e como consequência se impõe categoricamente que determinada pessoa viva uma “vida”, enquanto existência física constituída no corpo-matéria, sujeita as condições das leis naturais.

Para além desta realidade (...) que as pessoas têm consciência da sua vivência neste mundo material, cada pessoa, naturalmente, tem a sua crença, seja no que for, a vida pertence-lhe, o seu livre arbítrio, poderá inclusive levá-lo a ser agnóstico.

Nesta perspectiva, há pessoas que sentem a necessidade,  por se tratar da vida como sendo ela única, de travar luta pela sua sobrevivência", misturando também o dinheiro que também é algo material,  tal e qual como a vida.

Porquanto,  está tudo em jogo, a vida, uma vez que é constituída organicamente por corpo-matéria, logo é material assim como o dinheiro.

Por isso é que há pessoas assim pensam que está tudo interligado, a vida,  o dinheiro, o bem-estar, por isso,  obter mais bens materiais, para converter em dinheiro e consequentemente puder travar a luta pela "materialidade".

No tocante a alma, é descurado este aspecto a esmagadora maioria das pessoas passa ao lado dessa questão, o plano da alma, espírito.

No entanto, por ser invisível a alma, muito pouco se tem falado ao seu respeito, as pessoas vivem despreocupadas como se algo não existisse.

Assim face ao "obscurantismo", que prevalece a respeito da "alma" existem pessoas que evitam pronunciar-se sobre o assunto, sobretudo por ser complexo e inacessível, deixando nalgumas pessoas o "abatimento" em aflorar esse assunto pelo desconforto e nostalgia (...).

De facto, se vislumbra uma ténue "inquietação", sobre a inacessibilidade por onde começar para se falar da "alma", sendo que esta questão pela condição da sua "virtualidade" é impossível qualquer discussão sobre o assunto.

Concretamente, porque a "alma", pertence a uma "outra dimensão" que não é esta terrena e material que a humanidade vive, daí que o seu "desconhecimento" prevalece.

Porquanto,  uma única solução está encontrada que compete necessariamente, a humanidade em geral, e cada pessoa em particular, viver como experiência esta actual "vida material", condição "sine qua non".

Certamente, que por este mundo ser material, e vivermos dessa "materialidade" teremos que passar primeiro por esta imperativa condição da matéria.


Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para deixar mais algumas considerações, sobre o tema a "irreversibilidade do tempo". António Cardoso

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