quarta-feira, 16 de novembro de 2016

"A irreversibilidade do tempo" (...) 235



O tempo superintende todo o nosso espaço universal, sobretudo pela grandeza incalculável que representa para a humanidade decorrente da sua característica superior como valor mais elevado.

Em relação a natureza humana, sabemos que somos organicamente formados por corpo-matéria, condicionados a viver uma "vida material".

E como fenómeno natural dessa directa consequência, vivemos num corpo-matéria, perecível, expostos  às condições naturais.

Com efeito, suscepectível a sua degradação, aquando da falência orgânica, o que significa dizer que quando determinada pessoa deixa de viver.

O viver uma "vida terrena ou material" é também ter a certeza que se tem "um prazo de validade", porquanto nesta actual vida que vivemos, tudo é "provisório".

Se tivermos em consideração, que determinada pessoa pela extinção da vida, enquanto existência física a viver num corpo material, cessa as "funções de vida" pela falência orgânica, inevitável.

Portanto deixa de "viver", e como existência humana deixa claramente de ter: pretensões, percepções, gozo e prazer, ou mesmo usufruir dos bens naturais, e materiais.

Parece de facto, um paradoxo, se incluirmos a "vida", este bem tão precioso e efémero, o catalogarmos como "descartável e material".

"Descartável", será um  adjectivo irónico pelo "sarcasmo" que se reveste, contudo é material, a vida que vivemos, submetida uma vigência de tempo que poderá ser longa, ou não.

No entanto,  é efectivamente, material, a vida contudo, tem outra componente que não é material, é "sobrenatural",isto é, para além desta vida que vivemos, uma “outra dimensão” que acontecerá após a vivência e experiência  vivida em “vida material”.

Mais concretamente é uma condição a que a humanidade está submetida a viver num corpo-matéria, perecível, enquanto existência física, condicionada a uma permanência de vigência de tempo.

Dada a longevidade de cada pessoa, porquanto é específica a vivência de cada um, decorrente do envolvimento que ocorre uma série de condicionalismos, constrangimentos, e demais contingências, imperativo de determinada conjuntura.

Temos referido tratar-se que a composição orgânica, designadamente, a espécie humana, corpo-matéria,perecível e alma,espírito.

No entanto, a experiência do actual mundo em que vivemos é material, só podemos pronunciar sobre a actual vida que cada um tem, por ser material, por ser esta que vivemos e que a conhecemos porque a experienciamos.

Esta realidade (…), envolta em cada um de nós traz a responsabilidade de que sendo a vida única e indivisível, é natural que a preservamos na intenção de prolongar a “vigência de permanência de tempo”.

Enquanto existência física a viver num corpo-matéria, perecível, submetida às condições das leis naturais.

Após a falência da “ vida material”que  impõe como primeira condição, que é viver “uma vida material” .

Assim depois desta “vida material” uma vez que a composição orgânica, para além do corpo-matéria, existe outra parte virtual, que é alma, espírito”.

Esta virtualidade, alma espírito, é”sobrenatural”, não pertence ao mundo material, é de facto o “obscurantismo” que envolve na sua descoberta, porque não se confina ao mundo material, sobretudo pela sua inacessibilidade.

No entanto, a sequência que ocorrerá dessa virtualidade, composta por alma,espírito são “contornos”, para os quais, não é possível conhecemos na nossa actual conjuntura, pela oposição diametral, que não pertence ao mundo material conhecer,  é um outro “status”.

Nunca o saberemos (…), pela incompatibilidade que se coloca “do ser material”, que é actual mundo em que vivemos e de outro “sobrenatural”.

É portanto incompatível misturarmos tudo num todo, porque são inmisturáveis, o que é “material, é material”, sujeito às leis naturais, o que é “sobrenatural, é sobrenatural”, um outro “status”.


Assim o nosso discurso procurou a direcção exacta para deixar mais algumas considerações, sobre o tema a “irreversibilidade do tempo”. António Cardoso

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