segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

"A irreversibilidade do tempo" (...) 294




O tempo que se nos depara é contudo repleto de consequências estas diferentes percepções estão de acordo com as vivências de determinada pessoa por serem claras estas ocorrências, enquanto realidade objectiva e que sucede inevitavelmente na vida das pessoas.

E no entanto, acontecem os benefícios, é a vantagem que se retira de certa circunstância, ou ainda por algo que se faça a favor (...) de modo altruísta.

Quanto as consequências, que é o resultado de determinada acção favorável ou desfavorável, originadas por certas causas e efeitos.

As fronteiras  onde começam os benefícios, toda uma situação positiva, que foi necessária traçar uma linha como limite em que representa esta divisão, por um lado.

Por outro lado, por existir nítida diferença entre consequência e benefícios, sendo que a primeira é conotada com uma determinada relevância negativa de algo ter acontecido expontaneamente ou não, que provocou danos irreversíveis.

São perspectivas diferentes, porquanto, as consequências arcam com a responsabilidade, inerentes a sequência de certo acto ou acção, pela forma especial de sancionar algo, depreciativo ou negativo.

Sobretudo, pela intenção de salvaguardar danos posteriores e colaterais que prejudique determinado desenvolvimento, afectando a vida das pessoas e de cujo conteúdo está subjacente todo um rol de preocupações em prol da sociedade que visa prevenir.

É notável esta representação no tocante aos benefícios, uma afirmação notória na sociedade decorrente dos vários mecanismos que articulam com diferentes sectores da vida social que os integra de cujo fenómeno é a realidade sociológica pela relação que se estabelece.

Uma interacção que visa determinados vínculos com organizações, a massificação do associativismo, em que as pessoas estão representadas, por estas ligações que se estreita, com o objectivo de as aproximar uns e outros, como que sincronizados  no mesmo desígnio.

De facto, se forma em conjunto com outras estruturas o objectivo que as caracteriza, a integração social, decorrentes da promoção do bem-estar, uma sintonia com a visão de futuro no preenchimento de certos espaços no grande "espaço temporal" que é o tempo.

Desta feita, assumindo a concepção desse tempo irreversível que se vive e que algo deve ser feito diferentemente.

Com esta acepção do tempo em que vivemos, permite compreender: O que corresponde afinal o tempo actual? 

Resposta: É sobretudo ter a noção da vivência de uma "vida material", consubstanciada numa vida "vivida" e experenciada no actual espaço global onde vivemos.

Que, como tudo na vida (...) começa e termina, uma metáfora para evidenciar esta verdade inevitável.

É necessária uma descrição da realidade da presente conjuntura, em que se esboçam certas inquietações, e assim enumeramos: 

Esta vida que vivemos é material, subordinada enquanto existência física, a viver num corpo-matéria, perecível, sujeito às condições das leis naturais, concretamente pela sua degradação.

Justamente, por via da sua constituíção orgânica de que somos formados, susceptível a corrupção material, que é um facto.

Parece um paradoxo, crer preservar a vida (...), contudo prende-se com a ansiedade de viver uma inquietação legítima e natural,  concretizar no sentido de fazer de tudo para a alcançar maior longevidade e achamos bem preservá-la, mas sendo esta imperativa, é determinante  algo inconcretizável no mundo material.

Porquanto ao actual mundo material em que vivemos, pertence inevitavelmente o que é material, uma hierarquia de valores, contudo que se decompõe pelo pressuposto que ocorre incontornável (...) a extinção da matéria. 

Assim, na expectativa de deixar mais algumas percepções sobre o nosso tema a "irreversibilidade do tempo", fizemos desta forma. António Cardoso

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